Dez novos suplentes podem assumir mandatos no Senado em 2015

Pelo menos dois já se viram às voltas com a Justiça

Plenário do Senado durante Votação - Givaldo Barbosa 

BRASÍLIA — O Senado poderá ganhar no ano que vem dez novos suplentes, ou seja, parlamentares que não receberam um único voto para ocupar o cargo. Entre eles estão Pedro Chaves (PSC-MS) e Elmiro Nascimento (DEM-MG), que enfrentam ou já enfrentaram problemas com a Justiça. Eles poderão ocupar, respectivamente, o lugar de Delcídio do Amaral (PT-MS), que tenta se eleger governador de Mato Grosso do Sul, e Aécio Neves (PSDB-MG), que está na disputa pela Presidência da República. Para se tornarem senadores, dependem, é claro, da vitória dos titulares do mandato.

Elmiro, que tem alguns processos por improbidade administrativa, já foi prefeito de Patos de Minas, deputado estadual e secretário estadual de Agricultura. Este ano, tentou se eleger deputado federal, sem sucesso.

Um dos processos em que Elmiro aparece como réu, ainda na primeira instância da Justiça estadual, foi movido em 2011 pelo Ministério Público. O suplente é acusado de usar dinheiro da Assembleia Legislativa de Minas para pagar três funcionários de suas empresas. A denúncia foi recebida em outubro do ano passado pela primeira instância da Justiça Estadual, mas ainda não há sentença. Elmiro nega as acusações. Segundo ele, todo deputado estadual tem o direito de montar um gabinete na sua base eleitoral. Elmiro diz que, dos três funcionários apontados como fantasmas, apenas um trabalhava, em meio expediente, em sua empresa.

Ele era lotado no meu gabinete em meio expediente, e meio expediente numa empresa minha, uma emissora de rádio. Ele era locutor na parte da manhã, e à tarde era meu funcionário no gabinete. Tudo oficializado, registrado, bonitinho — afirmou Elmiro.

O GLOBO também entrou em contato com a assessoria da campanha de Aécio, que informou que a indicação de Elmiro como suplente de Aécio partiu do DEM, partido aliado do tucano.

Pedro Chaves, suplente de Delcídio, já foi condenado na Justiça sul-mato-grossense pela cobrança abusiva de algumas taxas de alunos matriculados em uma faculdade da qual ele era sócio. O processo começou em 1996 e terminou em 2011. Segundo Tiago Franco, advogado do grupo Anhanguera, que comprou a faculdade posteriormente, a empresa teve que devolver R$ 100 mil a alguns alunos. Procurado pelo GLOBO, Delcídio disse que não tinha conhecimento sobre a condenação de seu suplente. Pedro Chaves destacou que não tem mais nenhuma pendência com a Justiça.

A universidade fez os cálculos, mostrou e devolveu normalmente (os valores indevidos) — disse o suplente.

Dos 81 senadores brasileiros, 17 hoje são suplentes. Vários deles vão deixar o cargo no começo do ano que vem, mas alguns continuarão lá e receberão o reforço de pelo menos mais dois: José Antônio Medeiros (PPS-MT) e Maria Regina Sousa (PT-PI), que vão substituir os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Wellington Dias (PT-PI), eleitos governadores de seus estados no primeiro turno.

Outros seis senadores estão no segundo turno da eleição para governador. Além de Delcídio, aparecem: Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Eduardo Braga (PMDB-AM), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Fonte: O GLOBO.
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Por: Movimento dos Comunicadores do Brasil

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