Em Taguatinga, gestão com a comunidade virou estratégia

Os primeiros meses de Zé Humberto à frente de Taguatinga foram descritos por ele como um choque entre a velocidade da iniciativa privada e os procedimentos do poder público

Foto: Renato Oliveira.

A saída encontrada foi ampliar a participação comunitária.

“Eu não esperei governo. Fiz uma gestão com a comunidade. Ali eu aprendi a fazer gestão pública”, afirmou.

Segundo o ex-administrador, empresários, representantes da cultura e moradores passaram a ser chamados para discutir intervenções na cidade. A mobilização ganhou o lema “Quem ama cuida” e incluiu ações de zeladoria urbana.

A estratégia reapareceria anos depois em iniciativas do GDF baseadas na integração de órgãos públicos, administrações regionais e comunidade.

 Em 2021, a então administradora do Sudoeste/Octogonal, Tereza Canal, classificou Zé Humberto como “nosso colaborador sempre” ao comentar parceria entre a administração e programas do GDF.

No comércio, o então presidente do Sindivarejista, Edson Castro, também relatou diálogo com o secretário para discutir a reabertura do trânsito na W3 Sul durante o período natalino de 2021.

Os episódios reforçam um elemento recorrente da trajetória apresentada na entrevista: a preferência pela negociação direta com diferentes setores para tentar destravar demandas locais.

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